sexta-feira, 30 de março de 2012
; ponto e virgula
demorou pra clarear
as manchas do rímel borrado na fronha do meu travesseiro branco me fazem lembrar o quanto a noite passada demorou a acabar, não sei se é possível em apenas uma noite eu viver tudo que vivi em um ano, recordei-me dos nossos sonhos e de tudo que não vivemos ainda, me lembrei também do que estaria por acontecer, mas não aconteceu, não culpo o nosso amor ele sempre foi tão forte; não culpo os nossos erros porque eles sempre nós ajudaram a crescer juntos; não culpo a raiva que tomava conta de nós nas muitas brigas porque ela nós aproximava ainda mais na reconciliação; não culpo o tempo nem o destino porque ele sempre esteve a nosso favor e porque seria diferente no fim? Talvez nada ou ninguém tenha culpa, suponho que nem haja uma culpa para nós, e foi isso que me fez chorar na noite passada, eu só queria entender por um segundo porque não deu certo, porque você se foi de mim, nós eramos tão perfeitos. A minha fronha não vai continuar manchada porque eu irei lavar, mas cada lágrima derramada continua intensa em mim e manchando o meu coração que não pode ser lavado, mas se você quiser ele vai continuar aqui pra você, mesmo sujo ele vai ser seu pra todo o resto do nosso sempre... sem fim
porquinha feliz
Ela: eu não quero ir, o seu charme não me deixa ir a culpa disso é sua
Ele: eu vou dar uma volta e você vai ..
Ela: não, fica ai que eu vou te contar uma história.
Ele: Ta fala
Ela: no inverno rigoroso os porcos espinhos costumavam morrer de hipotermia, mas se eles morressem sempre, não ia mais ter porco espinho no mundo, ai você pergunta como eles fizeram?
Ele: o que eles fizeram?
Ela: eles ficaram numa caverna beeeeeeeeeeem grudadinhos um no outro, e o calor que eles passavam não deixavam ele morrer, mas o porco espinho tem espinho! Ai você pergunta: e eles não se furavam e machucavam?
Ele: e eles não se furavam e machucavam?
Ela: Sim, mas o que é melhor? um furinho de nada ou morrer de frio?
Ele: deve ser o furinho (risos)
Ela: as vezes nós precisamos aguentar pequenos furinhos da vida pra não perder ela
Ele: é a moral da historia?
Ela: era pra ser (risos)
Ele: ta bom, agora vai tomar banho vai porquinha sem espinhos
Ela: e as vezes precisamos aguentar pequenos cheirinhos incômodos pra não desgrudar!
mais risos e água
recordar
um texto que me trás sentimentos antigos, e que eu gosto!
Eu passava as noites imaginando porque não deu certo, porque, sinceramente? Nós tínhamos tanto para dar certo. As lembranças do futuro que nós gostávamos de imaginar ainda me perseguem... eu vejo você entrando pela porta e sentando no sofá da sala e sorrindo enquanto a sua filha te pergunta quem foi o seu primeiro amor e você responde: Ela está na cozinha fazendo macarrão pra gente. Eu me vejo cozinhando o teu macarrão ao molho branco e lavando o pequeno corte que faz o branco dos meus dedos ficarem rubros eu me vejo feliz ao teu lado na vida que a gente sonhou... Sonhou! Trocaria o pequeno ardor na ponta dos dedos por essas feridas recém abertas no meu coração. Trocaria tudo, por você aqui... Abro os olhos e a visão da nossa casa se torna turva e tudo que eu vejo é a parede branca do meu quarto, eu queria ter de novo aquela certeza de que o nosso para sempre não acabaria, mas não sei o que fazer com esse amor, concentro minhas forças em parar de pensar em você e é inútil. Então eu saio do quarto e vou tentar buscar algum ar que não tenha o teu cheiro, mas lá está você, e você está sorrindo e parece feliz, eu quero parecer feliz também, quero fazer parecer que a minha vida também seguiu e assim como você não precisa de mim eu também não preciso de você. eu queria sorrir, mas toda a energia do meu corpo está voltada para eu não cair. E você passa por mim, eu sinto o seu cheiro mais forte, não sinto nenhum membro do meu corpo, e eles não me respondem. Eu forço um sorriso porque a voz teima em não sair e você passa e logo some e eu me sinto como uma estranha para você, uma estranha que ainda guarda todas as suas vontades, e volto para minha casa, e de novo a parede branca cega os meus olhos e eu os fecho e inundo-os de água, e ao abrir novamente eu não consigo pensar em mais nada.
Eu passava as noites imaginando porque não deu certo, porque, sinceramente? Nós tínhamos tanto para dar certo. As lembranças do futuro que nós gostávamos de imaginar ainda me perseguem... eu vejo você entrando pela porta e sentando no sofá da sala e sorrindo enquanto a sua filha te pergunta quem foi o seu primeiro amor e você responde: Ela está na cozinha fazendo macarrão pra gente. Eu me vejo cozinhando o teu macarrão ao molho branco e lavando o pequeno corte que faz o branco dos meus dedos ficarem rubros eu me vejo feliz ao teu lado na vida que a gente sonhou... Sonhou! Trocaria o pequeno ardor na ponta dos dedos por essas feridas recém abertas no meu coração. Trocaria tudo, por você aqui... Abro os olhos e a visão da nossa casa se torna turva e tudo que eu vejo é a parede branca do meu quarto, eu queria ter de novo aquela certeza de que o nosso para sempre não acabaria, mas não sei o que fazer com esse amor, concentro minhas forças em parar de pensar em você e é inútil. Então eu saio do quarto e vou tentar buscar algum ar que não tenha o teu cheiro, mas lá está você, e você está sorrindo e parece feliz, eu quero parecer feliz também, quero fazer parecer que a minha vida também seguiu e assim como você não precisa de mim eu também não preciso de você. eu queria sorrir, mas toda a energia do meu corpo está voltada para eu não cair. E você passa por mim, eu sinto o seu cheiro mais forte, não sinto nenhum membro do meu corpo, e eles não me respondem. Eu forço um sorriso porque a voz teima em não sair e você passa e logo some e eu me sinto como uma estranha para você, uma estranha que ainda guarda todas as suas vontades, e volto para minha casa, e de novo a parede branca cega os meus olhos e eu os fecho e inundo-os de água, e ao abrir novamente eu não consigo pensar em mais nada.
prefácio
Bom, eu queria registrar nesse blog as minhas novas experiências como uma mulher. Sim, mulher! Não tenho nenhum interesse em me auto-promover, nem qualquer marketing do tipo; são sentimentos e pequenas novas emoções que se lerem ou não, pra mim tanto faz, eu só registro porque acho que a escrita é um tipo de fotografia do tempo, e todos os momentos que forem fotografados a partir de agora serão de eterna importância pra mim, como esse trecho do Mario de Andrade que descreve bem esse nosso momento.
"...Alguns dados. Nem todos. Sem conclusões. Para quem me aceita são inúteis ambos. Os curiosos terão o prazer em descobrir minhas conclusões, confrontando obra e dados. Para que me rejeita trabalho perdido explicar o que, antes de ler, já não aceitou. Quando sinto a impulsão lírica escrevo sem pensar tudo que meu inconsciente me grita. Penso depois: não só para corrigir, como para justificar o que escrevi. Daí a razão deste Prefácio Interessantíssimo... E não quero discípulos. Em arte: escola=imbecilidade de muitos para vaidade dum só. Poderia ter citado Gorch Fock. Evitava o Prefácio Interessantíssimo. "Toda canção de liberdade vem do cárcere".
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