4:58 e tenho um ataque lírico no meio do sono, acordo e começo a recitar um verso que o meu cérebro dita inconsciente. Por dois segundos a minha preguiça é maior que a inteligência. Nos demais segundos me lembro de palavras do Jô Soares, "Se tiver uma boa ideia no meio da noite, não hesite, levanta e escreva" O evidente é que se eu tivesse dormido jamais me lembraria. Então eu acordei e escrevi, e aqui estão as sandices...
O meu coração é uma toalha de renda
Cheia de linhas entrelaçadas, atadas ou inacabadas.
E não se surpreenda caso encontre duas linhas sobrepostas
Também não o julgue por não entender
Às vezes no meio desse emaranhado é possível que se veja um bordado
Posso unir linhas vermelhas de dor e verdes de esperança
E assim terei uma flor repleta de lembranças
E no meio de tanto azul de liberdade eu vejo fiapos de desilusão
Que salpicados formam pássaros repletos de perdão
Cada um dos nós que se formam, vem prender um amor que se solta.
E cada nova linha reflete lágrimas passadas
E o que seria da minha toalha sem a confusão dos meus sentimentos?
Apenas uma vida branca repleta de vazios e arrependimentos.
E assim quando o bordado se acabar e a linha da minha vida se arrematar
Todos poderão ver o quão confusa e linda foi essa passagem...
Eu não gosto muito de rimas, e vejam só que ironia! Rs