segunda-feira, 24 de junho de 2013
Meses, 6 meses
Contei meses durante 3 anos, depois disso continuei a contar. E agora faz seis meses que você se foi de nós. Meu coração dói, minha mente dói, meu corpo dói, tudo dói. Seis longos meses, nem acredito que eu sobrevivi ao primeiro. Sei que onde quer que você esteja, está pensando em mim. Cuidando de mim e lembrando de mim. Quando eu penso em você um turbilhão de sentimentos renascem, eu fico sem saber o que fazer com eles, queria dividi-los com você. Mas ai eu me questiono: como? Não dá. Tá longe demais, não faço ideia de onde você esteja, queria poder existir no seu mundo. Queria habitar no seu coração de novo, porque você sempre estará no meu. Toda vez que a minha mente viaja ela vai parar no mesmo lugar onde você está. E eu não sei onde é isso. Te vivo nos meus sonhos, como sempre foi. Mas agora é diferente, é como se não existisse amanhã, como se nada fosse de verdade, e é tanto vazio que eu não sei mais onde eu estou. Talvez longe demais pra voltar, longe demais pra te encontrar. Não dá pra te encontrar. Ta acontecendo tanta coisa ruim, tanta coisa que você nem imagina, está acontecendo tudo de cabeça pra baixo. Eu queria aquele colo, aquele colo seu. Eu queria ser grande uma vez sem precisar de você. Lembra disso? Eu lembro de cada palavra, cada gesto, cada tudo. Lembro do quanto me sentia bem, e completa. E hoje dói, porque é uma saudade sem igual. Quando você se foi levou contigo metade de tudo que eu era, e a outra metade não ta conseguindo viver com essa saudade. Eu busco em todas as pessoas alguém com o seu carinho, o seu cuidado, o seu amor. Eu sempre reclamava, mas era o melhor do mundo. Queria dar tudo isso que eu sinto pra alguém, mas eu não consigo. Não consigo nem organizar tudo isso, ta complicado. Os meses passam e a saudade aumenta, principalmente quando sonho com você. Queria saber pra onde você foi. Qual é o planeta que você vive, porque eu sei que você existe. Eu te sinto cada vez mais forte aqui dentro de mim. Eu nunca consegui chorar por ninguém como eu choro por você. E quando você puder estar comigo, lembra que durante todo esse tempo eu pensei em você, e quis você. Como antes, e como sempre.
Você tem um minuto?
Em madrugadas como essa eu costumo ficar assim, nostálgica e um pouco vazia. Tem acontecido coisas tristes comigo, coisas que mudam o curso do meu futuro. E pela primeira vez eu senti medo e desespero. E em madrugadas como essa os pensamentos bons se vão, e o que me resta é lembrar de você. E esquecer as coisas ruins. Como se você também não fosse uma delas. Reparar a vida dos outros me faz pensar o que pode acontecer daqui a alguns anos com a gente. Será que você vai vir prestar contas daquele amor que eu te dei? E se você vier? Eu vou te dar ele de novo, assim de mão beijada como sempre foi? Ou vou te dizer: "Tarde demais, você o jogou fora. Procura no lixo da tua vida, talvez esteja lá." Será que eu vou conseguir ser fria o bastante? Será que o meu amor por você já vai ter acabado, assim como naquelas músicas sertanejas que quando um quer o outro não quer mais? Não sei. Mas está tudo dolorido, queria tanto que você estivesse aqui, do meu lado, me querendo como nunca antes quis. Mas por enquanto, só queria um minuto pra dizer, que a minha vida está seguindo. E que o futuro ainda está longe, e que quando ele chegar eu vou saber o que fazer. E se não souber, o meu erro vai te trazer de volta, ou te afastar ainda mais. Queria só uma resposta por enquanto: Como viver o presente quando sua cabeça ainda não sai do passado e o medo do futuro é grande demais? Mais uma vez, queria que você estivesse aqui.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Destemidamente
Relatarei brevemente um acontecimento de ontem, alguém resolveu brincar com um cara, e ele não gostou, gravaram a brincadeira no meu aparelho, e o cara ficou bravo e começou a ameaçar todos (ele já tinha fama de valentão destemido) e talvez possa ter me chamado de "Vadia nojenta". O que aconteceu? Tentem adivinhar... Logo que vi que o dito havia me ameaçado e me xingado, enchi os pulmões e fui em busca da minha dignidade, depois de longas horas de discussão acabei convencendo-o do quanto criança e retardado ele é. Resultado do meu falatório? O cara ficou 3 dias sem aparecer na aula. Agora aquele momento em que vocês se perguntam, porque eu estou relatando isso? Pois bem, ontem me dei conta no que me tornei, alguém completamente sem medo, que peita até o presidente da republica se for preciso, e não abaixa a cabeça pra ninguém. Me tornei muito mais forte do que um dia imaginei que poderia ser, não só por este acontecido, mas por tudo que vem acontecendo de uns anos pra cá. A solidão das coisas vêm me tornando cada dia mais dura, insensível e eu não sei até onde isso é bom. Andar de cabeça erguida pra tudo e pra todos é bom, é gostoso ser respeitada e eu me sinto segura sendo tão dura, só que as vezes é legal ser protegida por alguém. E é isso que eu to perdendo por me tornar independente e autosuficiente, as duas coisas que eu lutei tanto pra alcançar. Dizem que não se poder ter tudo, mas não sei pelo que decidir. Existe uma dificuldade em mediar essas coisas, ou você protege ou é protegida.
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