quinta-feira, 9 de maio de 2013
Alemanha, frio de amar
Amar dói. O frio dói. O frio de amar dói. Deve ser por isso que eu to gelada por fora e por dentro. Acho que eu to na Alemanha do amor, no ápice do gelo sentimental. Porque isso? Porque amar dói. O meu corpo desenvolveu anestesias, maneiras de enganar essa dor sufocante. Escrever é uma delas, negar o sentimento também, e ser fria é a maior mascara de todas. Eu reneguei o meu coração quente para nao sentir mais dor. Adormeci os meus nervos e a minha vida, pra que as coisas reais nao me machucassem, foi necessário. Até quando? O inverno pode ser longo, mas como diria o Axl, nem a fria chuva de novembro dura pra sempre, e eu preciso de um tempo pra mim. Um tempo sem me machucar, ou sem sentir a dor do machucado. Preciso parecer feliz, embora fria. Talvez é a anestesia que me conforta, ou talvez ele apareça e quebre o gelo do meu coração, não seria má idéia. Queria dormir sem os pés e mãos geladas, queria acordar com um beijo quente e sem dor, mas enquanto isso não acontece, eu me congelo pra me manter viva. Viva, embora fria.
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