sexta-feira, 12 de julho de 2013
Nadar pra que?
Então vamos lá, a mais uma noite de insônia e nostalgia. Só que hoje vai ser diferente, queria contar pra vocês que aqueles sonhos eles foram realizados, mas as vitórias que vêm tardes já vêm frias. Não é assim que diz o verso? Dois dias de paraíso e uma semana de tortura é o preço de ser tão demente. Valeu a pena? Sei lá, outro verso diria que tudo vale a pena quando a alma não é pequena. E a minha é imensa, mas a outra... Indecifrável, talvez essa seja a palavra. Em fim, depois de tanto nadar e depois de chegar ao porto eu voltei a minha vida normal e a rotina e aos medos e as lutas, e ter nadado tanto me fez ver quanto tempo perdi e que aquilo que a gente busca cegamente as vezes não é absolutamente nada. Decepção não é bem a palavra, no meu íntimo já sabia que seria assim, desilusão também não é a palavra, o que eu vivia não era uma ilusão era uma obsessão; a nota que importa é que agora temos um coração livre de esperanças banais e livres de buscas intermináveis por um amor sórdido. E o que temos agora além de um coração vazio que busca terminantemente um lugar calmo pra esticar as pernas? Temos também alguém que precisa viver, porque a vida ta passando e noites de insônia são pouco demais pra alguém com sonhos impossíveis.
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