quarta-feira, 30 de abril de 2014

D(eu)s

Essa coisa do meu eu lírico ficar morrendo pra depois nascer de novo me deixa no limite da loucura. Não sei até onde vivo e até onde morro. Não sei sobreviver sem o que sinto, sem o que escrevo, e quando falo do meu túmulo ele parece mais meu, e seus parafusos giram pela minha mente enquanto meu corpo permanece imóvel. Parece que sou Deus, mas na verdade parece que não sou nada. A vida é mesmo essa coisa estranha de morrer e continuar vivendo? Ou só morre aquele que um dia viveu? Ou pra viver eu preciso parar de morrer o tempo inteiro? É que parece que o meu eu lírico não se decide e fica causando devaneios por aqui. Talvez eu seja mesmo nada, mas se eu fosse Deus, eu faria o nada bem mais bonito do que parece daqui de dentro.

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