quinta-feira, 17 de julho de 2014

Insônia inédita

Depois de um tempo de seca, estou aqui, hoje por um motivo inédito. Bem, talvez o motivo não seja inédito, mas o causador sim, as minhas insônias sempre tiveram nomes, o de hoje é inédito. Vem acontecendo há dois meses, mais ou menos e sempre me deixa assim, com os mesmos sintomas de antes, olhos arregalados, raiva constante, indecisão (ênfase na palavra indecisão). Não sei como dizer quem sou, porque já me perdi nas minhas descrições, mas no momento, e apenas neste momento, não sei amar. Desaprendi. Sinto que o amor já não é mais pra mim. Asneira pra quem tem desenove anos? Talvez eu tenha tido a minha grande história de amor precoce demais, e no auge dos desenove anos sou uma desconsertada da vida, caduca pra essas coisas do coração, sem prática, amando torto. E o torpe nunca é cativante,  pelo menos não do universo que vos falo. Estou a alguns quilômetros dos meus pensamentos, desacreditada dessa coisa boba que move as pessoas (não estou falando de lucro desta vez), desacreditada de que existe alguém nesse mundo que saiba receber amor sem esses joguinhos idiotas, ou que ame sem joguinhos idiotas (me incluo nessa faixa de pessoas idiotas). Me lembro que há algum tempo enquanto estudava para a prova de Clássicos li num trabalho "Dedico sobretudo à Aline, por tantas coisas, mas principalmente por me fazer crêr na mais importante delas." Olha só Aline, eu não sei quem você é, mas estou precisando de você. O causador da minha insônia inédita está me fazendo descrêr na coisa mais importante de todas, e agora, quase a beira da loucura, eu invoco todo o Olimpo pra que me diga como é que eu vou sair daqui de dentro (não sei onde é, só sei que estou presa num lugar onde não posso pensar em nada sem imaginar traços do motivo). E eu só consigo pensar em escrever um conto de 5 capítulos sobre tudo isso, porque não cabe num post. Por enquanto é só.

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