quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Boom



Não sou do tipo que consegue segurar o amor. Quando ele nasce em mim, deixo que viva. Deixo que me tome pelas mãos e me conduza para onde bem quiser. Eu confio nele e para ele deposito todas as minhas cartas, de amor e de alma. Deixo que ele envolva, me mime e me expluda.  Depois me cato, vou buscando cada pedacinho meu em um canto diferente, me perguntando por que raios eu fui deixar isso acontecer, por que não segurei a droga do amor. E logo passa, e quando dou por conta já estou procurando cacos de novo. Olhando em volta, pra ver se tem alguma dinamite a vista, se tem alguma emoção me esperando, porque é isso que mantêm meu corpo em pé, minha alma viva. Os encontros, os mimos, as desilusões, os percalços, as tardes doces; são os porquês do meu coração. E ainda que doa, acalma. Ainda que expluda, renova. Ainda que esfrie, espera. Por isso eu não consigo segurá-lo, porque preciso disso tudo o tempo inteiro. Então me expluda, querido amor. CABRUM

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